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:: Domingo, Janeiro 29, 2006 ::
Às vezes é difícil acreditar na arte. Às vezes me flagro filtrando todas as pinturas e esculturas que pude analisar com meus olhos suas cores e curvas, as músicas que me fizeram sentir algo diferente, ou que mesmo apenas me fizeram dançar. Livros, poemas, textos e tudo mais que vi, toquei, ouvi e me fez pensar num significado além de sua própria existência física. Algumas vezes sei que há muito de que se extrair de um trabalho humano, outras nem tanto... Talvez por incapacidade intelectual minha ou perda de sentido por parte da obra, o significado íntimo empregado pelo autor pode-se desintegrar deixando um dispositivo híbrido, um objeto vazio, mas repleto de janelas para que o observador nele insira sua arte. São através desses casos que me confundo: Será artista o criador da arte ou o que nela dá seu significado?
Não sou nenhum crítico de arte, nem outra coisa do gênero, mas costumo me questionar sobre problemas como estes, com os quais uso de pretexto para deitar-me em minha cama, olhar para qualquer canto e oscilar as pálpebras até adormecer. Pude chegar à conclusão de que não há utilidade alguma em analisar esse aspecto! Acredito que, não só na arte, mas em tudo na vida deve-se apenas sentir com o sentimento, e não querer sistematizar uma sensação com o pensamento só porque o sentimento por si próprio não pôde alcançar um significado. A fluência da vida vai nos sugerindo um caminho. Assim, espontaneamente, se vai dosando objetividade e subjetividade a serem empregadas para reproduzir um sentimento através da arte, independentemente da sensação trazida por ele (se caso trouxer uma!).
:: a arte fugaz ::
:: por [-Adriano-] Domingo, Janeiro 29, 2006 ::
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:: Sábado, Novembro 05, 2005 ::
Um silêncio musical de saxofone envolve
as paredes do veículo que desliza
sobre os tapetes de asfalto e concreto
entre as veias da paisagem noturna da metrópole,
embaixo da cortina negra, o manto brilhante.
De dentro da câmara tecnológica
olho através do vidro azulado
as nuances das luzes coloridas
entrelaçando as meclas de cinza enegrecido
as mulheres elegantes de pescoços e cabelos enfeitados
Semáforos, outdoors, painéis eletrônicos,
manobristas e seguranças de ternos:
Abre-se a porta do automóvel e
o jazz escapa à atmosfera
torna-se apenas um instrumento da orquestra urbana...
:: passeio IntraMoema ::
Flying insanity:
--Apenas
"Desejara antes tarde
a desistir do nunca iniciado
Sonhara como fazem estes
que talvez tarde tenham finalizado
E estas faces
que me encorajam
um dia temeram seu amor
E a tuda esta nostalgia
que eu tento fugir
Tu deves a vida
Sejas de mim
um herdeiro do silêncio hereditário
E sejamas de todos
um representação do meu amor
Sejas meu
Sejas de mim
Apenas sejas tu."
(Natália "Fly" Zuccala)
--
:: por [-Adriano-] Sábado, Novembro 05, 2005 ::
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:: Sábado, Setembro 10, 2005 ::
"E cada instante é diferente, e cada homem é diferente, e somos todos iguais."
(Carlos Drummond de Andrade)
Teorias diversas buscam remontar e definir a origem do homem, e décadas diversas através da história mostraram a heterogeneidade de explicações e a constante curiosidade sobre o assunto. Tanto do ponto de vista biológico quanto psicológico, o estudo do homem sobre sua história indicou aspectos semelhantes e diferentes que se repetem através da análise do comportamento individual e coletivo.
Em todos os lugares em que se conhece a vida humana, as diferenças entre um e outro são sempre visíveis. Além da aleatoriedade natural dos pensamentos e ideologias geradas pelo convívio coletivo do homem, vários fatores como a geografia espacial e decorrências temporais, implicam mudanças no comportamento social. Estes acontecimentos desencadeiam na sociedade particularidades, que fazem com que ela adquira aspectos diferentes em relação a outras sociedades, mas indivíduos superficialmente homogêneos entre si.
As diferenças, coletivas ou individuais, são geralmente constantes. Um homem formado através de idéias de um meio social, herda quase sempre os conhecimentos coletivos desse meio, e os individuais de seus mais próximos. Além das variabilidades genotípicas e fenotípicas de um ser, a gama de possiblidades de influência intelectual é praticamente infinita.
Contudo, a decorrência da cadeia interminável de acontecimentos que unem e ao mesmo tempo afastam cada elemento da espécie humana, está em que esta ainda não deixou de ser uma mesma espécie. O maior indício de sermos todos iguais é esta mesma capacidade que temos de ser diferentes, e evoluir, e revolucionarmo-nos igualmente a cada instante.
:: A igualdade entre todas as diferenças do homem ::
:: por [-Adriano-] Sábado, Setembro 10, 2005 ::
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:: Terça-feira, Agosto 23, 2005 ::
O mundo ilusório das fantasias iluminadas se perdeu
agora o jovem solitário remonta idéias estranhas,
quebra-cabeça interminável daquilo que restou.
São sombras de nuvens que acalentam os campos,
palcos das lutas incertas contra o comodismo,
a luz do Sol que aviva, instensifica as dores,
o cansaço desiludido.
Deixe de lado os pensamentos sentimentais,
ninguém avança abalado por sí próprio.
Já bastam as confusões e os delírios da vida.
Por que há de inventar novos dilemas?
Sim, estou com sono, quase sem coragem de continuar,
mas sei que por mais que nos frustremos, ainda assim,
não resta outra escolha para fazer no lugar.
Fraqueza, potencial desperdiçado do surto imaginário,
migalhas que o mundo sinestésico desgasta.
O tempo não é mais apenas o correr do relógio,
mas o resultado da reação do desejo e da sorte.
E a sorte, oportunidades?
Nem sei mais o que quer dizer sorte...
Oportunidades, terei a sorte de saber aproveitá-las?
Faça bom proveito. Seria um prazer ser esquecido
se não fosse lembrado depois, carma das cicatrizes.
Teoria incompleta que define erros intrometidos,
o voo que a borboleta descreve debaixo do Sol dormente.
São apenas defeitos, marca das diretrizes.
ferimentos do corpo que a mente não sente,
planos de fundo que a alma ignora...
:: carma das cicatrizes ::
:: por [-Adriano-] Terça-feira, Agosto 23, 2005 ::
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:: Sexta-feira, Julho 29, 2005 ::
"Polarize me
Sensitize me
Criticize me
Civilize me
Compensate me
Animate me
Complicate me
Elevate me
Goddess in my garden
Sister in my soul
Angel in my armor
Actress in my role
Daughter of a demon-lover
Empress of the hidden face
Priestess of the pagan mother
Ancient queen of inner space
Spirit in my psyche
Double in my role
Alter in my image
Struggle for control
Mistress of the dark unconcscious
Mermaid of the lunar sea
Daughter of the great enchantress
Sister to the boy inside of me
My counterpart--my foolish heart
A man must learn to rule his tender part
A warming trend--a gentle friend
A man must build a fortress to defend
A secret face--a touch of grace
A man must learn to give a little space
A peaceful state--a submissive trait
A man must learn to gently dominate"
(Animate, Counterparts, Rush)
:: animate ::
:: por [-Adriano-] Sexta-feira, Julho 29, 2005 ::
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:: Sábado, Junho 18, 2005 ::
Parece-me aqui o limite da loucura, o chão de pedra rachado,
Da fenda escura o aroma do inferno exalado.
Uma entre as milhares cicatrizes da cidade que se interligam
Através das sinapses de uma mente universal,
Cospem no ar o lixo dos pensamentos da dor imaginada.
A rotina da rua está cansada de ver e servir de palco
Para toda essa mentira chamada delírio,
Para quem interessa o que se vê quando se imagina?
Tudo que cai por vontade própria em insanidade termina
Por navegar nas alucinações estranhas do desejo,
E é assim que vezes e mais vezes se cria à realidade
Um atalho através do espelho ilusório o caminho para a verdade.
O mar banha os pés nus da donzela pálida na beira da praia,
As pontas de sua longa saia molhadas movimentam-se
Através do vento gelado oceânico giram ao redor delas mesmas,
O céu cinza escuro do deserto litoral precede o pensamento,
Aquele ser lindo que é puro sentimento de vazio e tristeza
Tem a maior beleza irracional que uma imagem poderia trazer:
Por ser tão bela, tão branca, tão triste, abandonada assim no frio
De um lugar que deveria ser todo o calor de um sorriso amoroso
Impõe na espinha um calafrio sepulcral, o ambiente da morte.
Ainda dizem que o suspiro desse sentimento é irracional,
Que são dores inventadas para emocionar e exercitar a alma,
Quando isso não for mais racional na minha intimidade,
Alma, permita que o mundo seja verdadeiro novamente...
:: deLirium ::
:: por [-Adriano-] Sábado, Junho 18, 2005 ::
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:: Terça-feira, Maio 31, 2005 ::
Um velho poda os ramos de uma roseira em seu jardim.
O sol vespertino atinge uma cadeira vazia na varanda da casa em frente,
O silêncio interiorano paira sobre as janelas e visita a garota que olha por uma delas,
Descendo das árvores e dos postes os pássaros voam rasante à rua
E em seguida partem em direção ao céu...
Um rádio de pilha sussurra de longe um lento 'anos cinqüenta',
Com isso acompanhar a doméstica que limpa vagarosa o chão da cozinha,
No ritmo das notas que o rodo dispara ao passar pelos vãos do piso.
De vez em quando um caminhão passa e levanta a poeira do asfalto plano,
Que no ar, ao vento lateral, coroa a monotonia da tarde triste com Fur Elize.
Mexem-se as nuvens que o mundo, como se não girasse, assopra,
Implanta idéias góticas numa mente confusa, por imensa tranqüilidade
Amaldiçoa os pensamentos de amor que se perdem numa profunda dor,
As rosas que a tesoura corta atingem o chão. Revela simples ambigüidade,
O velho não as sentem, mas escorrem lágrimas como orvalho sobre as pétalas...
:: por [-Adriano-] Terça-feira, Maio 31, 2005 ::
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:: Quarta-feira, Maio 18, 2005 ::
Até onde vai este rio?
O que faria esta corrente límpida de águas claras no fim deste pântano desesperado?
Margens de esperança suavemente são tocadas pela calma transparência,
Fluidez gelada debaixo do Sol da bonança coroa este novo ambiente,
Percute sobre um céu pós-tempestade uma dúvida:
A possibilidade de esse momento apenas fazer parte de uma miragem.
Corre em direção ao escape entre as montanhas do horizonte
Eclode a energia do mistério e pretensão de descobrir novas terras!
Agora é hora de deixar os domínios deste reino, terminar a saga antiga,
Junte suas coisas e ponha-as nas costas, persigamos o desconhecido até o fim...
Lembra de quando eu e você, minha amiga, planejávamos idéias para o fim?
Pois é, guarde-as bem fundo consigo. Guardarei as minhas comigo...
Permita a vida entrar! Deixe o ritmo das curvas levar, a batida e a freqüência,
Deixe seus ideais absolutistas pra trás, o homem não nasceu pra ficar preso,
Sim, siga as emoções.
O que seria da luz, do vento e da música cerebral sem as emoções?
Não resolva este enigma com falsas respostas da tua cabeça,
Ele não foi feito pra ser resolvido...
Agora nós temos razão, agora sim nos é permitido ter razão!
:: Sane ::
:: por [-Adriano-] Quarta-feira, Maio 18, 2005 ::
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:: Domingo, Abril 24, 2005 ::
Sigam os passos das almas que tiveram sucesso e encontrará os restos,
os destroços do triunfo esparramados pelo caminho de terra,
sentirá o frio da solidão empregnado na alta neblina sufocante, a umidez
da grama amassada pelos corpos caídos, o sentimento de fim de luta
de fim de história, de fim das angústias e sofrimento...
Ajoelho-me no chão e respiro mais forte, levo minhas mãos ao rosto
e fecho os olhos para relembrar dores e aliviar-me delas,
sobraram ainda contas a acertar, pressões e dúvidas deste dilema insolúvel.
Por quê? De onde vêm estes erros que não consigo encontrar pra corrigir?
Meu tempo está se esgotando e cada vez há menos a fazer...
Ainda tenho esperanças, continuarei na direção de minha estrela,
porque agora sim atravessei a floresta encantada dos desejos malditos,
malditos, malditos, necessários, agora eu consigo escolher os caminhos
e abri-los quando quiser... Aprendi a voar rápido, baixo, mas rápido...
Tenho menos medo que antes, me importo menos comigo diante
dos perigos que ecoam a todo momento onde quer que eu me vire,
não se sabe de onde, mas é certeza de um dogma interno em cada um,
e quando ele atinge a calmaria necessária para você fechar os olhos e
se desgarrar do âmago do solo ao tornado do acaso o grito ecoará
junto com o trovão, e tornará o instante deste relâmpago infinito...
:: a sombra da demência ::
:: por [-Adriano-] Domingo, Abril 24, 2005 ::
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:: Sexta-feira, Março 25, 2005 ::
O último post?!...
Um homem olha da beira de um planalto, um precipício completamente negro e infinito
Sua gravata e cabelo esvoaçam com o vento gelado que sobe dele,
Lambe teu corpo o hálito do inferno, excita os nervos à coragem do último passo
Dificultosamente abria os olhos mirados num ponto fixo da escuridão da morte:
Quantas vezes essas sombras pairaram sobre esta vida estreita,
Limitavam-me e tanto me preocupavam,
Agora não há mais angústias, mais sombras
Aqui termina o legado do sofrimento
E começa o gatilho da inexistência.
Larguei para trás as responsabilidades e gozei da flor simples as cicatrizes.
Para trás: enquanto seca o rastro de sangue deixado no caminho, o vento sopra
E grita dançando no ar os papéis antes importantes da mala fora da estrada
Que em algum ponto atrás, antes de chegar aqui, joguei.
Que a luz dos raios deste céu tempestuoso ilumine tudo!
Enterre, sentimento supremo, enterre bem fundo minha imagem!
O horizonte é infinito como esta escuridão, tudo é infinito para todos os ângulos,
sempre estou em qualquer lugar, sempre estou perdido! Não existe 'centro'
quando se trata de infinito, não existe canto e não fazem diferença dimensões,
Sou sempre negro como o nada e estreito como a vida.
Quando se trata de infinito, o começo e o fim são a mesma coisa
Quando se trata de infinito, não há tempo perdido, nem espaço conquistado,
E agora estou a um passo de desaparecer e me tornar infinito,
Unir o nunca com o sempre e deixar de ser, deixar de estar,
Deixar para trás o que ficou para se perder no interminável passado.
Mudei de idéia, e agora como nunca tive essa certeza:
Minha vida não é a estrada que caminhei para chegar até aqui,
E sim a parte de baixo do meu sapato que há do lado de lá desta beira.
...E ele passou o apoio de teu corpo para a vida...
:: o último passo ::
O último post? Não sei, mas a provável resposta para esta pergunta pode ser "talvez sim". Eu acho que desta vez eu não estou indeciso, mas não quero deixar claro que estou um pouco confuso portanto deixo-lhe este último passo, logo após há um trecho de um texto do Álvares de Azevedo que gosto bastante, extraido do poema "Um Cadáver de Poeta" encontrado no livro "Lira dos Vinte Anos"...
(...)"Deixem de visões, queimem-se os versos.
O mundo não avança por cantigas.
Creiam do poviléu os trovadores
Que um poema não val meia princesa
Um poema, contudo, bem escrito,
Bem limado e bem cheio de tetéias,
Nas horas do café lido fumando,
Ou no campo, na sombra do arvoredo,
Quando se quer dormir e não há sono,
Tem o mesmo valor que a dormideira."(...)
:: por [-Adriano-] Sexta-feira, Março 25, 2005 ::
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:: Terça-feira, Março 01, 2005 ::
...ONTEM, FOI ESTE O DIÁLOGO:
- "Eu não aguento meu trabalho". Pessoas insolentes, infinita melodia do tocar de teclas do computador, falta de bom senso, calor, pouca produtividade (nenhuma!), quando está frio um ventilador maldito na minha cara, falas comerciais, música ruim repetida na loja ao lado, interminável, o cansaço do ano em um dia... 'Este foi o pior dia da minha vida, e é assim todos os dias, e cada dia é pior, então todo dia é o pior dia da minha vida'.
- E hoje? Foi o pior dia da tua vida?
- Hoje foi o pior dia da minha vida.
- Nossa...!
:: Nossa...! ::
:: por [-Adriano-] Terça-feira, Março 01, 2005 ::
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:: Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005 ::
A sala estava em sua maior parte escura
As persianas das cortinas cortavam em alguns feixes a pouca luz que entrava
Iluminada algumas partes da planta que havia a frente da janela
O sofá azul e algumas almofadas coloridas bem arrumadas sobre ele também recebiam um pouco da luz amarela do poste
As sombras esticadas no carpete negro pareciam bem lentamente mover-se de um lado para outro
E do lado de fora do vidro galhos e fios balançavam silenciosamente na solidão noturna
A lua se escondera atrás das nuvens que tapavam quase inteiramente o céu, portanto a única fonte de iluminação era apenas a lâmpada do poste.
Das imagens separadas pelos traços negros da sombra da sala, caricaturas imaginárias dançam com eco flutuando pelo ar.
Ouve-se sons de sorrisos e respiração, toques fluídicos de mãos etéreas passando por meu corpo, uma atmosfera quente de uma superfície humana influindo em meus sentidos, que fecha os olhos lentamente e diminui a gravidade, me insere nas sombras no silêncio da ausência de ver ouvir conforta os sentimentos esquecendo-os, e arrepia a alma com frio repente e tenta abrir os olhos que oscilando voltam a fechar, zunindo internamente no cérebro um ruído sem barulho a dança da morte, os véus girando rapidamente o impacto da queda livre, algemas e correntes impedindo a fuga, fora de controle olhos abrem arregalando-se... uma pequena queda! De volta a sala escura... As cortinas terminavam seu balanço...
:: sala escura::
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"seu sorriso abria sua alma
e era tão bom te ver de verdade
mas depois o silêncio voltava
e sua máscara era sua imagem"
--(Autor Desconhecido, sabe quem é? Me diga...)
:: por [-Adriano-] Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005 ::
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:: Sábado, Fevereiro 12, 2005 ::
Nesses últimos dias tenho chegado em casa por volta das sete horas
É bem quando o sol está começando a se pôr,
Deixando as luzes crepúsculas pintarem o céu...
Na varanda há algumas cadeiras de plástico onde me sento
para ver aquele espetáculo diário, compartilhado pelo mundo todo!
Nesses últimos dias quero poder chegar em casa
Se pôr bem quando o céu estiver sem sol,
As luzes noturnas pintarem a varanda onde me sento,
Compartilhar aquele espetáculo com as cadeiras. E ver todo esse mundo plástico!
:: alívio progressivo ::
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"Quero a chuva!...
E todos os ruídos estrondosos que ela traz consigo.
Quero ouvir suas gotas delicadamente tocar o solo.
Quero ver a luz de seus raios.
Ver sua ira, quando grita através de um trovão!
Quero que ela leve...
Quero que ela lave...
Quero que ela traga o ruído...
Para que eu não ouça mais meus pensamentos... "
--(Maíra "Dragonfly" Bedin)
:: por [-Adriano-] Sábado, Fevereiro 12, 2005 ::
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:: Sábado, Fevereiro 05, 2005 ::
(...)"Oh sit down, sit down next to me..."
Eu não me oculto, é apenas a atmosfera que produzo,
Isso acontece, sempre acaba ficando um pouco confuso
Um pouco borrado, mas quando se tira o pano
Vê-se que tudo era realmente aquilo, simples...
Tudo tão simples que chega a ser ridículo
...Um momento de silêncio se torna num sorriso...
E num momento de sorriso, a recompensa de existir:
A perfeição de enterrar os erros com os porquês
Para apenas respirar e sentir...
:: sit down next to me ::
"A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda ciência e arte. O homem que desconhece esse encanto, incapaz de sentir admiração e estupefação, esse já está, por assim dizer, morto e tem os olhos extintos". (Albert Einstein)
:: por [-Adriano-] Sábado, Fevereiro 05, 2005 ::
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:: Quarta-feira, Janeiro 26, 2005 ::
Ouvi gritos no espaço!
Achei que fosse mais um mistério do universo,
mas era um calor estrelar se propagando.
Um feixe atravessou a negra imensidão,
veio do planeta de cristal e refletiu em várias direções,
O raio prata iluminava todos os cantos,
Com um brilho azul cegante agudo estrondava
E me esquentava com sua agitação.
Tudo se tornou branco e claro,
E imagens da realidade surgiam sutilmente
Vinham bem de longe, rápidas, distorciam
E ficavam para trás passando por mim...
Deixei-me flutuar e aproveitei o vento veloz:
Ia cada vez mais distante sem me preocupar com a altitude!
Aos poucos, no calor da velocidade, fui desfazendo,
deixando a luz e a adrenalina cuidarem desse corpo,
tudo ficou pequeno e estava fora do alcance
assim como sempre esteve...
Mas desta vez no ritmo e na naturalidade do caos,
E sentia a vida na pele, pura como água límpida e fria
Lavando o corpo quente do banal...
:: surfista prateado ::
:: por [-Adriano-] Quarta-feira, Janeiro 26, 2005 ::
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:: Sexta-feira, Janeiro 07, 2005 ::
Sobre a mesa havia um caderno
Tinha uma capa com tons de azul que
Junto com letras brancas lembravam um céu:
¿O conhecimento sem limites¿
combinavam muito bem as cores e o significado.
Mas eu nem sei mais que significado têm as palavras
Consigo combinar cores com outras, sem razão,
As letras apenas contêm cores e mais nada além disso
Não dizem nada! Não porque não querem, mas
Porque talvez não consigam...
Não dizem nada! Não passam de cascas,
Não são inexistentes, ainda assim, não dizem
uma palavra, nem silêncio.
Restam ainda vestígios de um tempo relembrado:
Ainda resta um ventilador ligado, virando as páginas,
Folhas semi-escritas de corpos quietos, deitados,
Não mortos, mas frios da falta de significado.
Ainda assim se fosse um vento natural vindo da janela
Que ninguém tivesse escolhido fazer ventar
Pelo menos sonhar a fantasia da incerteza me faria...
Não consigo nem mais não dizer nada
As cores são palavras que não dizem nada
Apenas são cores, que como nas flores
Não fazem nada, como textos que
Apenas contêm letras e palavras...
:: azuis ::
:: por [-Adriano-] Sexta-feira, Janeiro 07, 2005 ::
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:: Terça-feira, Dezembro 21, 2004 ::
Eu ainda falo pelas cordas da guitarra,
grito pelos dedos e medito com os ouvidos,
ainda pretendo um futuro: De sonhos
alimento minha ambição e desespero.
Hoje olhei pela janela e consegui me sentir insignificante
mais uma vez, pra mim mesmo provei a indiferença.
Me senti em paz, num pensamento único de simplicidade
ví vidas vivendo na velocidade em que elas acontecem
e, por uma vez, encontrei-me totalmente fora e independente
de tudo que acontece...
:: hapPy 2112 ::
:: por [-Adriano-] Terça-feira, Dezembro 21, 2004 ::
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:: Sábado, Dezembro 11, 2004 ::
Sempre passam histórias e histórias por cima deste pedaço da Terra,
muitas verdades, muitas musicas, na direção aquela e na outra
ouve-se os gritos e os sussurros de quem vem e fica,
e de quem vem para não ficar, rumores sobre tudo.
Sempre a verdade, a incerteza e a mentira, em todos,
ligados pela mesma Terra de todos os pedaços do mundo.
Eu ouço de mim mesmo e não acredito: O mundo não é o mesmo
nem para todos "eus" nem para ninguém,
neste lugar onde prevalece a verdade mais cruel
e mais dificil e que dizem que a honra de conquistá-la
é o maior prestígio merecedor de toda boa fé,
mas que este é impossivel ao vir de mãos tão fracas.
Eu ouço de mim mesmo e finjo que não acredito:
Filhos não acreditarem nos pais por saberem da verdade
ou saberem de uma verdade que seus pais não acreditavam
nem neles mesmos nem em seus avós. E confiam tudo em sua família
e dependem dela, como deste pedaço da Terra e de todos outros...
:: por cima deSte pedaço da Terra ::
:: por [-Adriano-] Sábado, Dezembro 11, 2004 ::
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:: Domingo, Novembro 14, 2004 ::
De tanto tempo que passei correndo
Resolvi encostar na primeira árvore que ví
Dei uma olhada no chão
Respirei um pouco ainda com a cabeça baixa...
......Tomei um fôlego e amarrei meu tênis
Enquanto encostado naquele belo pinheiro de plástico
Curti a minha parada e deixei o envolta voltar a correr
Que crianças lindinhas bagunçando pra-lá-e-pra-cá
(eu que não queria estar tomando conta delas agora)
Que dia lindo! (Eu só queria estar em casa agora...
Deitado, sei lá, fazendo qualquer coisa que fosse menos cansativo)
Ah, foi bom... Um pouco de pássaros, um pouco de luz,
De barulho e agitação. Tudo tão agitado de forma calma
Que dá pra sentir fluir um grande e diferente caos
Existente além do real e presente contido no meu cockpit virtual...
:: vento de ventiLador::
:: por [-Adriano-] Domingo, Novembro 14, 2004 ::
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:: Sábado, Novembro 06, 2004 ::
Dei uma coçada na cabeça e resolvi inventar!
Deu nisso! Um template novo (já estava na hora hein!), mas não é definitivo
...Ainda tem que mudar várias coisas, isso vem aos poucos.
:: por [-Adriano-] Sábado, Novembro 06, 2004 ::
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